Ja tinha saudades disto de facto

Um primeiro esclarecimento se deve. Eu não fui candidato a coisa nenhuma nestas eleições autarquicas caro bagos. Está confundido? Pois.. eu explico. É que o senhor provavelmente confundiu-me com o meu primo. Sabe, são coisas que acontecem a quem não se esconde atrás de pseudónimos para insultar gratuitamente a torto e a direito. E diga-se, em abono da verdade, que nem deveria estar confundido. Pedro Brinca em Nagosela, só há um, sou eu e mais nenhum

. Confundido outra vez? Eu explico... O meu primo a que provavelmente se refere, chama-se António Pedro Nunes Brinca, conhecido pelo Pedro do Gi. Existe outro em Nagosela que já tem sido confundido comigo. O Pedro Brinca Viana. Espero que essa parte já esteja esclarecida e já não ache estranho o meu comentário. Eu sou o Pedro do Orlando, como era conhecido até há uns anos, e por motivos óbvios, acho que sou mais conhecido agora por Pedro da Cremilde.
Segundo, acho de facto que ter havido uma lista de independentes a ter um 1 lugar na assembleia de freguesia teria tido algum interesse no sentido de evitar o que tem sido regra. Um grupo que está no poleiro e que faz tudo, para o bem e para o mal, e outro que está de fora e que só sabe criticar. Forçaria quem está na cadeira do poder a dialogar e forçaria quem não está a ter uma oposição responsável. Mas para si maiorias absolutas servem-lhe o propósito de se deleitar com a democracia. São opiniões. Eu também acho que apenas as maiorias absolutas conseguem governar com eficiência e eficácia. Mas ao nivel local, ainda por cima num contexto de uma Junta de Freguesia acho que podia ser um catalizador da participação cívica e de responsabilização política. Mas podemos concordar que discordamos ou não?
Essa do swing confesso que não percebi. Mas faço-lhe o que fiz às anteriores insinuações e assumo que tenha sido mais um lapso seu no que toca a minha real identidade.
Não existe nenhum nexo de causalidade entre achar a política em Nagozela divertida e achar que as pessoas que fazem parte dela são palhaços. Isso de certeza que está mais próximo da sua cabeça, tanto que falou nisso, do que algum dia esteve na minha. Mas como à mulher de Cesar não basta ser honesta, pergunte a todos os que foram candidatos à Junta o que acham de mim e se acham que a descrição que tenta fazer colar tem alguma semelhança com a realidade. Se calhar vai ficar surpreendido.
Relativamente a ter coragem de enfrentar criticas às minhas opções, mais uma vez não sou eu que me escondo atrás de um pseudónimo. Eu escrevo aqui e ponho o meu nome. E sempre que vou a Nagozela não me escondo de ninguém percebe?
Relativamente ah minha produção ser inversamente proporcional ao riso.. Bem, confesso que nem sei por onde começar.. Acho que realmente me ficaria mal estar para aqui a desfiar curriculo. Mas por outro lado tenho algum receio que ainda continue confundido. Posso dizer-lhe que passei 2 anos a dar explicações na junta de freguesia de Nagosela, a titulo gratuito, todos os sábados. Vinha de Coimbra (sim por que na altura estava na faculdade em Coimbra) de propósito muitos fins de semana com o unico intuito de ajudar os miudos mais novos a ultrapassar as dificuldades e fazer com que avançassem o máximos nos estudos. Acho que dei o meu contributo e acredite q das coisas que mais orgulho sinto em mim é saber que consegui mudar a vida de alguns deles para melhor. Também fiz parte da Associação Académica de Coimbra, fui vice-Presidente da Associação Sócrates Erasmus (que se dedica à integração e ajuda aos alunos estrangeiros que vêm, naquele caso, a Coimbra passar um periodo de Estudo) e fiz parte da Assembleia de Representantes da minha faculdade.
De facto desde aí não tenho feito muito por Nagozela, mas a minha vida têm sido vivida, infelizmente (sim, pq apesar de ter nascido em Cascais, a rua da Quinta numero 1 eh o único sítio em que me sinto em casa), no estrangeiro, a fazer aquilo de que mais uma vez me acusa de não fazer, a perseguir os meus sonhos. Após ter saido de Coimbra como Investigador Associado do Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra - Laboratório Associado classificado como de Excelência numa comissão liderada por Kydland, prémio Nobel da Economia creio que em 2004 - (cargo que ainda mantenho e no contexto do qual vou ministrar, em Lisboa, uma summer school no proximo verao em metódos quantitativos de investigação em ciencias sociais para a qual desde já o convido, se souber somar e subtrair), Bacharel e Mestre com distinção em Economia pela Universidade de Estocolmo, tornei-me aluno de doutoramento no departamento de Economia da Universidade de Estocolmo. Se precisa de se situar, o programa de Doutoramento era (creio que em 2006, não sei se entretanto subiu ou desceu) o terceiro melhor da Europa e o décimo sétimo melhor do mundo em termos de publicação conjunta do corpo docente. O primeiro ano correu-me bem e fui convidado a leccionar as aulas prácticas das cadeiras de Microeconomia e Macroeconomia aos alunos de mestrado e da cadeira de Econometria aos alunos do primeiro ano do doutoramento. O reconhecimento veio não só dos professores mas também dos meus colegas que viram em mim alguém responsável para Presidende da Associação dos Alunos de Doutoramento. Pelos vistos tive a sorte de outros não terem tido de mim a mesma opinião e juízo que o sr bagos teve, e no seguimento da frequencia em 4 escolas de verao (sim prescindi das minhas férias de verão de 2007 para tentar encontrar inspiração para a minha especialização), ter sido convidado para ir para o Departamento de Economia da Universidade de Minnesota, EUA, que havia ganho o prémio Nobel da Economia nesse ano (Leo Hurwicz) e que se encontra entre os 3 melhores departamentos do mundo na minha área, senão sendo mesmo o melhor. Entretanto fui recrutado pelo Banco Central Europeu, onde me encontro agora, e estou a trabalhar num projecto que espero sirva de base para a minha dissertação.
Sabe, se eu lhe desculpo por um lado o lapso da identificação na questão das insinuações, por outro já acho mais difícil entrar desculpa para a tentativa de contrariar argumentos com ataques de caracter pessoal. Isso é a estratégia dos fracos de espírito. Que julgam a lógica de um argumento pela boca de quem ele sai. Eu gostava que, em vez de com um "tom amargo, como quem come berrugas de sordina" disparar a torto e a direito a fazer juízos de valor e de caracter sobre as pessoas como fundamentação lógica de um argumento, tivesse a coragem de discutir com base em ideias e argumentações dignas desse nome.
Gostava também de lhe fazer ver, que fiquei genuinamente feliz com a vitoria do Jorge da Natália e do Jorge do Joaquim (e também da Berta claro, mas com quem não tenho uma relação pessoal de amizade que vá além do mero conhecimento mútuo). Ambos são amigos por quem tenho grande consideração, estima e muitas saudades. Tenho um bocado de pena que estes dois processos eleitorais tenham criado no Jorge da Natália algum azedume porque creio que sentiu algumas dificuldades em navegar nas aguas políticas de Nagosela, com tudo o que de bom e mau tem. Mas tenho a certeza absoluta que a junta está muito bem entregue a essa equipa e que vão ser um motivo de orgulho para todos.
Como isto já vai longo e tenho de "arregaçar as mangas e deitar mão à obra" daqui a 5h30m, deixe-me dizer-lhe em jeito de conclusão, que não eh a coberta do anonimato que mais me incomoda em si. Eu compreendo que em Nagozela seja por vezes difícil exprimir-se de uma forma completamente livre sem sofrer represálias sociais. É o aspecto mais triste da política em Nagosela (mas que creio ser transversal à maior parte dos sítios). Aquilo que mais me incomoda e me desilude, é o abuso do previlégio que tem de conseguir exprimir-se aqui no fórum de uma forma que lhe permita evitar as referidas represálias. Em vez de usar este espaço para esgrimir argumentos e ideias, comporta-se tal e qual como uma cobra cuspideira que a todos tenta morder mas que acaba por ferrar os dentes na própria cauda. Porque assim, meu caro bagos, ninguem o leva a sério.